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Dono de restaurante que desabou em Ipatinga relata caos e descaso da construtora antes da queda

Proprietário do Honkan afirma ter sido ignorado após relatar trincas e rachaduras antes da tragédia

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Foto: divulgação/ CBMMG

O dono do restaurante Honkan, Cleidsom Coelho, usou as redes sociais do estabelecimento para relatar os dias de terror vividos antes do desabamento parcial do local, ocorrido em 17 de julho. O empresário usou a expressão “terreiro de obra” para descrever a situação dos últimos dois meses, afirmando que conviveram com muita poeira e terra por conta de uma escavação em um terreno vizinho.

Cleidsom relatou que, mesmo com todas as dificuldades, a empresa continuou atendendo os clientes. No entanto, sua preocupação aumentou quando começaram a surgir trincas nas paredes, que se agravaram um dia antes da tragédia

Alegações de normalidade e a quebra de confiança

Preocupado, o proprietário procurou a empresa responsável pela obra, que, segundo ele, minimizou a situação. “Trincas começaram a surgir nesse cenário de dois meses. E todos (da obra) acompanhados por um engenheiro responsável pela empresa. E esse mesmo afirmando o tempo todo sobre a despreocupação, que era normal, né? Tudo se tratava de uma normalidade, que era previsto aquilo, que seriam feitos alguns reparos”, afirmou.

O proprietário contou que, mesmo com as trincas maiores aparecendo, a equipe responsável pela obra continuava a garantir que não havia risco. “Até que um dia anterior ao caos, tivemos esse impacto. Um impacto grande, aparecendo maiores trincas, estávamos muito preocupados, um período de férias, o restaurante com grandes reservas, perguntamos se éramos para isolar algumas áreas e eles disseram que se tratava de uma normalidade, que não corria um risco nenhum de cair. Essas foram as palavras e as afirmativas da empresa.”, desabafou.

Em uma publicação no Instagram, o empresário reforçou o sentimento de desamparo: “Ficamos seguros com as afirmativas da equipe responsável pela obra, onde diziam a todo instante que estávamos livres de qualquer perigo e que aquilo era normal. Seguimos buscando nossos direitos e também forças para retornarmos melhores, confiando que a justiça seja feita”.

O Desabamento

A tragédia ocorreu no dia 17 de julho, na Avenida Monteiro Lobato, no bairro Cidade Nobre. Uma empresa havia realizado uma escavação de aproximadamente 7 metros de profundidade em um terreno vizinho, que acabou comprometendo a base de fundação do restaurante, causando o colapso estrutural da parte que fazia divisa com a obra.

Além do restaurante, um muro de uma empresa de estética automotiva na Rua Pedro II também apresentou fissuras. Na época, o Corpo de Bombeiros foi acionado e confirmou o vazamento de gás no local. A tragédia não causou vítimas.

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