A Embaixada dos Estados Unidos em Caracas anunciou nesta quinta-feira (14) o confisco de bens avaliados em aproximadamente US$ 700 milhões pertencentes ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Entre os itens apreendidos estão mansões, veículos de luxo, aeronaves e joias.
Segundo o governo americano, a medida faz parte de uma ofensiva contra operações de “crime organizado” atribuídas ao regime chavista. A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, afirmou que a ação está relacionada a investigações sobre o suposto envolvimento de Maduro com o Cartel de Sinaloa e o tráfico internacional de drogas.
Paralelamente, Washington anunciou o aumento da recompensa por informações que levem à captura do líder venezuelano, passando de US$ 15 milhões para US$ 50 milhões. Além disso, tropas norte-americanas foram deslocadas para o Caribe com a justificativa de combater a atuação de cartéis na região, o que reacendeu discussões sobre uma possível intervenção militar na Venezuela.
O governo de Caracas ainda não se pronunciou oficialmente sobre as medidas, mas autoridades chavistas, em ocasiões anteriores, já classificaram ações semelhantes como “agressões ilegais” e “tentativas de desestabilização”.
A tensão entre Estados Unidos e Venezuela permanece elevada, com novas sanções e operações militares ampliando a pressão diplomática e econômica sobre o país sul-americano.