O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta segunda-feira (30) que os problemas internos da família Bolsonaro precisarão ser resolvidos para que o senador Flávio Bolsonaro (PL) possa derrotar o presidente Lula (PT) nas próximas eleições. A declaração foi dada durante um almoço do grupo Lide, do ex-governador João Doria, em São Paulo. Valdemar reconheceu publicamente a existência de um racha entre os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, especialmente entre o ex-deputado Eduardo Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que ainda não se engajou na pré-campanha de Flávio.
“Se não resolvermos esses problemas dentro da família, o Eduardo não volta para o Brasil. Temos que ganhar as eleições”, disse Valdemar, referindo-se ao fato de Eduardo viver nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. O presidente do PL afirmou ainda que terá uma reunião com o senador no fim de semana para tratar do assunto. Em sua fala, ele defendeu uma mulher para a vaga de vice de Flávio, citando a senadora Tereza Cristina como um “máximo”, e enalteceu o trabalho de Michelle à frente do PL Mulher.
Questionado por empresários sobre se as brigas familiares e falas radicais do clã poderiam atrapalhar a corrida eleitoral, Valdemar respondeu de forma direta. Ele também comentou o caso Master, dizendo que a base do governo Lula não quer assinar uma CPI sobre o assunto. “É um sinal que deve ter gente do governo envolvido nisso”, afirmou, ecoando a estratégia da direita bolsonarista de associar o escândalo ao governo federal para desgastar a imagem de Lula.
Os principais nomes mencionados no caso Master até o momento, no entanto, são de direita, incluindo o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, ambos próximos ao dono do banco, Daniel Vorcaro. A pré-campanha de Flávio Bolsonaro acredita que o assunto prejudicará a campanha do presidente, mas Valdemar deixou claro que a prioridade imediata é pacificar a família para viabilizar a candidatura.